21 de julho de 2026

Lucro da Yara dispara 32% no segundo trimestre de 2026

Economia Fertilizantes 20/07/2026 14:51 Redação Digital do Canal Rural canalrural.com.br

A fabricante norueguesa de fertilizantes Yara teve um aumento de 32% no lucro líquido, que chegou a US$ 545 milhões, mesmo vendendo menos toneladas de seus produtos. A empresa conseguiu ganhar mais dinheiro porque melhorou suas margens de lucro e cortou custos, apesar de uma queda de 17% nas entregas totais.

A Yara, empresa norueguesa que fabrica fertilizantes, anunciou que teve um lucro líquido de US$ 545 milhões no segundo trimestre de 2026. Esse valor é 32% maior do que o lucro de US$ 413 milhões que a empresa teve no mesmo período do ano passado. A empresa também viu seu Ebitda ajustado, que é uma medida de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, crescer 39%, chegando a US$ 906 milhões. A receita total da companhia subiu 12,2%, alcançando US$ 4,43 bilhões. Tudo isso aconteceu mesmo com a empresa vendendo menos produtos.

As entregas totais da Yara caíram 17% no segundo trimestre, somando 7,11 milhões de toneladas, contra 8,27 milhões de toneladas no mesmo período de 2025. As entregas de fertilizantes ficaram em 5,18 milhões de toneladas. A empresa explicou que essa queda aconteceu por causa da rápida redução nos preços dos fertilizantes, o que fez com que os compradores adiassem suas compras nos mercados de entressafra.

  • Lucro recorde: A Yara ganhou US$ 545 milhões, um aumento de 32% em relação ao ano passado.
  • Vendas menores: Mesmo com o lucro maior, a empresa vendeu 17% menos produtos do que no mesmo período de 2025.
  • Estratégia de custos: A empresa conseguiu lucrar mais cortando gastos e melhorando suas margens de lucro.
  • Impacto global: O conflito no Oriente Médio está causando incertezas e afetando os preços dos fertilizantes no mundo todo.
  • Nova fábrica: A Yara comprou uma fábrica de amônia no Texas por US$ 1,3 bilhão para se proteger de mudanças nos preços de energia.

De acordo com a Yara, o bom resultado do Ebitda, que exclui itens especiais, foi possível graças a margens melhores em todas as áreas de negócio e à continuidade de projetos de melhoria e controle de custos. Essas ações conseguiram compensar a queda no volume de vendas.

Na Europa, o Ebitda ajustado foi de US$ 189 milhões, um aumento de 47% em comparação com o ano anterior. Esse crescimento veio de preços mais altos dos fertilizantes e margens mais fortes, mesmo com uma queda de 14% nas entregas na região.

Nas Américas, o resultado foi de US$ 209 milhões, uma queda de 13% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A empresa explica que isso aconteceu principalmente por causa de uma retração de 14% nas entregas, devido a manutenções programadas e à baixa demanda de entressafra. Já na África e Ásia, o Ebitda ajustado caiu 45%, para US$ 41 milhões, pressionado por margens mais fracas em mercados asiáticos e por entregas 28% menores.

O presidente e diretor executivo da Yara, Svein Tore Holsether, disse que o modelo de negócios global da empresa está preparado para lidar com as mudanças do mercado. A empresa também alertou que o conflito no Oriente Médio continua trazendo incertezas para os mercados globais de fertilizantes e energia. Segundo a Yara, a interrupção inicial causada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz elevou os preços da ureia no final da temporada de compras do Hemisfério Norte.

Para o terceiro e o quarto trimestres de 2026, a Yara estima que os custos com gás serão US$ 75 milhões e US$ 115 milhões maiores, respectivamente, em comparação com o ano anterior. A empresa também destacou a compra da fábrica de amônia Gulf Coast, no Texas, por US$ 1,3 bilhão, anunciada em julho, com o objetivo de diversificar sua exposição energética.


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